Pintura Naif (Art Naïf) Brasileira
A Arte Naif ou Naive, também conhecida como arte primitiva ou ingênua, nasceu de uma arte pura. Puramente popular... Extraindo suas cores vibrantes do folclore e dos festejos de seu povo, estendendo seus tapetes de fé sobre a tela, imprimindo a sua cultura ou reinterpretando sua história. De muitas nuances, no Brasil, vai traduzir-se na sutileza do azul de um Cristo Redentor de Cardosinho, ou incorporar-se da energia das cores fortes e contrastantes de Jose Antonio da Silva. Vai pincelar o cotidiano carioca de Heitor dos Prazeres, ou ilustrar os folguedos dos Gerais, pelas mãos hábeis de Antonio Poteiro, Edivaldo, Alba Cavalcanti, Cassemiro, Sonia Furtado, Dila, Rosina. E Ivonaldo e Isabel. Iaponi, Helenos, Chico da Silva, Silvia e outros tantos que, pelo pecado do desconhecimento não citei aqui, mas que escrevem as páginas da nossa História da Arte. E a vida passa, colorida, em suas telas! Veja aqui alguns de seus principais representantes...
Arte Naif de Cardosinho - (1861-1947):
Biografia: Nasceu José Bernardo Cardoso Júnior, em Coimbra, Portugal. Veio para o Brasil com 3 anos de idade. Mudou-se, mais tarde, para Roma, e só retornou em 1877. Foi encorajado a expor por seu contemporâneo famoso, Cândido Portinari.Participou da "Modern Brazilian Painter", Londres, 1944; e também foi convidado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, que adquiriu algumas dessas obras e mantém em sua coleão. Pintava inspirado em cartões postais. Uma de suas pinturas mais famosas é o "Cristo Redentor".
Arte Naif de Heitor dos Prazeres - (1898-1966):
Biografia: Nasceuno Rio de Janeiro, um dos primeiros pintores de arte naif do Brasil. Era funcionário público e compositor de música popular. Participou da "Primeira Bienal Internacional de São Paulo" de 1951, onde obteve uma de suas primeiras premiações, e também nos anos de 1953 e 1961; "Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro", 1961; "Arte Moderna no Brasil" (Buenos Aires, Santiago, Lima), 1965; "8Brazilian Naive Painters", Paris, 1965; "Brazilian Primitive Painters", Europa, 1966;"Current Brazilian Art" (Royal College, Londres e Viena), 1965; "1St World Festival of Nego Art" (Dacar, Senegal), 1966
Arte Naif de Paulo Pedro Leal - (1894-1968):
Biografia:Nasceu no Rio de Janeiro.Auto-didata, antes de se dedicar à pintura, exerceu várias atividades, entre elas a de auxiliar doméstico. Seu trabalho foi descoberto nas ruas do Rio de Janeiro pelo "marchand" Jean Boghici, que lhe propôs pintar em óleo sobre tela. Participou de exposição na "Petite Galerie", 1955; "Salão de Arte Moderna", 1961; "8Brazilian Naive Painters", Paris, 1965; "Brazilian Primitive Painters", Europa, 1966; "Artistas Brasileiros Contemporâneos", Buenos Aires, 1966.
Arte Naif de Paulina Laks Eizirik - (1921- ):
Nasceu em Varsóvia, Polônia. Veio para o Brasil no ano de 1931, fixando residência em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As cores puras de seus quadros retratam os folguedos, as cenas de imigrantes. Auto-didata. Exposição Individual no Museu de Arte Naif do Brasil, em 1977.
Arte Naif de Madeleine Colaço - (1907- ):
Nasceu em Tangiers, México. Veio para o Brazil em 1940. Madeleine é conhecida internacionalmente pela arte de Tapeçaria e pelo "brazilian stitch", ponto de bordado criado por ela e denominado "samba", e "batisado" por Marie Cutolie de "brazilian stitch" (ponto brasileiro). Seu trabalho está presente em várias galerias da Europa e EUA.
Arte Naif de Grauben Bomilcar - (1889-1972):
Nasceu em Crato, Ceará. Começou a pintar aos setenta anos de idade. O Governo Brasileiro presenteou a rainha Elizabeth II da Inglaterra com uma obra do artista, na década de 60. Participou da 7ª e 8ªa "Bienal Internacional de São Paulo"; 2ªa "Bienal Americana de Córdoba", 1964; "8Brazilian Naive Painters", Paris, 1965; ainda em coletivas de Moscou e Varsóvia, além de exposições individuais no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Galeria do Copacabana Palace.
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A Gata por um fio 15/02/2007

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Arte Naif ou Naive,
também conhecida como arte primitiva ou ingênua,
nasceu de uma arte pura. Puramente popular... Extraindo suas
cores vibrantes do folclore e dos festejos de seu povo, estendendo seus
tapetes de fé sobre a tela, imprimindo a sua cultura ou
reinterpretando sua história. De muitas nuances, no Brasil,
vai traduzir-se na sutileza do azul de um Cristo Redentor de
Cardosinho, ou incorporar-se da energia das cores fortes e
contrastantes de Jose Antonio da Silva. Vai pincelar o cotidiano
carioca de Heitor dos Prazeres, ou ilustrar os folguedos dos Gerais,
pelas mãos hábeis de Antonio Poteiro, Edivaldo,
Alba Cavalcanti, Cassemiro,
Sonia Furtado, Dila, Rosina. E Ivonaldo e Isabel. Iaponi, Helenos,
Chico da Silva, Silvia e outros tantos que, pelo pecado do
desconhecimento não citei aqui, mas que escrevem as
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passa, colorida, em suas telas! Veja aqui alguns de seus principais
representantes...




