30.5.13

Poesia traduzida - Mario Bojórques

Mario Bojórques



Poesia de Mario Bojórquez
traduzida por Sandra Santos



Chinatown

o ancião - a cerca do fogão
trincha o pato
depois despedaça
sobre a tábua engordurada
- o velho Won Ton
conhece todos os fungos comestíveis
e todas as pimentas - disse
ao mesmo tempo que
me dava água na boca


Chinatown


El anciano se acerca al fogón
y trincha el pato
que después partirá
sobre la tabla aceitada.
-El viejo Won Ton
conoce todos los hongos
y todas las pimientas- dice
mientras
mi lengua se hace agua.


Mario Bojórquez

*do livro Pretzels


( tradução: Sandra Santos )


Mario Bojórquez ( Los Mochis, Sinaloa - México). Poeta, ensaísta e tradutor. escritor com vários prêmios literários como o Premio Estatal de Literatura de Baja California (1991), Premio Nacional de Poesía Clemencia Isaura (1995), Premio Nacional de Poesía Enriqueta Ochoa (1996), Premio de Poesía Abigael Bohórquez (1996), Premio Nacional de Poesía Aguascalientes (2007), Premio Bellas Artes de Ensayo Literario José Revueltas (2010), Premio Alhambra de Poesía Americana (2012) entre outros. Obras: Pájaros sueltos (1991), Contradanza de pie y de barro (1996), Diván de Mouraria (1999), Pretzels (2005), El deseo postergado (2007), Y2k (2009),"El cerro de la memoria" (2010),"El rayo y la memoria" (2012).



28.5.13

Poesia brasileira traduzida por Leo Lobos





Quatro poetas brasileiros apresentados e traduzidos por Leo Lobos:


Claudio Willer, Tanussi Cardoso, Herbert Emanuel e Sandra Santos


A diversidade de linguagens - longe de ser um castigo, como supõe o mito de Babel - se faz presente para que passemos com êxito pelo "teste do estrangeiro". A teoria e a prática se desafiam e se complementam, tal que a reflexão sobre a tradução seja inseparável da experiência de traduzir. Esta seleção de poesia brasileira contemporânea se apresenta como possibilidade de descobrimento, de encontro e reencontro com o Brasil de nossos dias. Tentei buscar sentido por sentido e não letra por letra; ou seja, significação ao ser pronunciado em castelhano, um som português. Estes poetas, Claudio Willer, Tanussi Cardoso, Herbert Emanuel e Sandra Santos, nos mostram parte deste imenso mar orgânico e vivo da escrita brasileira.Compartilho mundos e imaginários, reais e virtuais, dos quais eles também se nutrem. Sim, eles ouvem música erudita, mas também Rap e Rock and roll. Gostam de cinema, sem deixar de navegar na internet e de explorar meios como blog ou twitter, ampliando suas redes de comunicação virtual com outros poetas. Criam revistas de papel e eletrônicas, se aventuram no campo da videoarte. Enfim, são autores atualizados que insistem em viver seu tempo, com direito a explorar todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia, verbal e não-verbal, para a criação em nossa época. Navegantes que costumamos frequentar o Brasil, nos descobrimos surpreendidos e maravilhados ante o tamanho do domínio ativo do idioma do Brasil. Significação e som, pois, se em algo diferem as línguas é no recorte fonético que fazem dos sons pronunciados pelo ser humano. O desejo de compreender o diferente e a necessidade de aproximar-se da alteridade sem anulá-la. Compreender é traduzir. Tentar entender o estrangeiro. A poesia desses autores é arte. E é esta visão que deve perdurar. A proveitosa sensação de estar frente a uma legítima expressão de vida e de linguagem. Isso que antigamente se chamava poesia.



Claudio Willer


ANOTACIONES PARA UN APOCALIPSIS

(Publicado en Anotações para um Apocalipse - Anotaciones para un apocalipsis, 1964)


I


La Fiera volverá, con su rostro de trenzas de plata, desnuda sobre el mundo. La Fiera volverá, metálica en la convulsión de las tempestades, musgosa como la noche de los jarrones de sangre, fría como el pánico de las arenas menstruadas y la ceguera fija contra un reloj antiguo. Un sueño asírio, es nuestra dimensión. Un cráneo amargo, velando con la inconstancia del sarcasmo en medio de emboscadas de insectos, un cráneo azul y surcado, a la ventana en los momentos de espera, un cráneo negro y fijo, separado de las manos que lo amparan por tubos y esfumando los bronquios de la memoria - así se solidificaran las vertiginosas jugadas sobre el barro divino. El incesto es una tempestad de lunas gelatinosas y la más bella aspiración de los miembros disociados. En cada órbita una avalancha de campanas fértiles y de arcángeles terrestres por la sombra. El incesto es el sueño de una matriz convulsiva y la más profunda ansia de las cigarras. Vulvas de cemento armado y urnas ensangrentadas, vaginas impasibles contra un cielo de veludo, guardianes de océanos imposibles. Millones de láminas sirven de puente para los deseos obscuros - la más afilada traba a nuestra Verdad.



Tanussi Cardoso


DEL APRENDIZAJE DEL AIRE

Imaginemos el aire suelto en la atmósfera
el aire inexistente a la luz de los ojos
imaginemos el aire sin sentirlo
sin el sofocante olor de las abejas
el aire sin cortes sin fronteras
el aire sin el cielo
el aire del olvido
imaginémoslo fotografiado
fantasma sin textura
moldura inerte
cuadro de sugestiones y apariencias
imaginemos el aire
paisaje blanco sin el poema
vacuo impregnado de Dios
el aire que sólo los ciegos ven
el aire el silencio de Bach
Imaginemos el amor
así




DO APRENDIZADO DO AR

imaginemos o ar solto na atmosfera
o ar inexistente à luz dos olhos
imaginemos o ar sem senti-lo
sem o sufocante cheiro de abelhas e zinabre
o ar sem cortes e fronteiras
o ar sem o céu
o ar de esquecimentos
imaginemos fotografá-lo
fantasma sem textura
moldura inerte
quadro de sugestões e aparências
imaginemos o ar
paisagem branca sem o poema
vácuo impregnado de Deus
o ar que só os cegos vêem
o ar silêncio de Bach
imaginemos o amor
assim como o ar



Herbert Emanuel



RES

(Fragmento)


Lo real

con sus dos mil círculos
concéntricos
sus formas de agua
su gula de caos
desde la nada
lo real
corre(en)ti
es tu líquida morada


Lo real

con su aire espeso
sus sobras (pliegues) del cuerpo
lo incestuoso
lo injertado
a tiros de quema-ropa
lo real te provoca
te enfurece



Lo real

con su insecto de luz
se abre en piedra
con su faro nos conduce
con su furia nos enreda


Lo real - ¿crees? -


res
ist
e



RES

o real
com seus dois mil círculos
concéntricos
suas formas de agua
sua gula de caos


desde o nada
este real
corre(em)ti
é tua líquida morada


o real
com seu ar espesso
suas sobras (dobras) do corpo
o incesto
o enxerto
com tiros à queima-roupa
este real te provoca
ferve teus nervos


o real


com seu inseto de luz
abre-se em pedra
com seu faro nos conduz
com sua fúria nos enreda


o real – crês? –


res
ist
e




Sandra Santos


EL DISFRAZ


El disfraz testimonio
de hablas no grabadas
actas no leídas

el disfraz vistiendo
una percha que escondía
un clavo oxidado

el disfraz en luto una sentencia
muda

lo general
poco a poco
olvidando todo

el disfraz y el agujero de la bala
en la solapa de la muerte


O Capote


o capote testemunhava

falas não gravadas
atas não lidas

o capote vestia
um cabide que escondia
um prego enferrujado

o capote em luto sentenciava
mudo

e o general
pouco aos poucos
esquecia tudo

o capote e o furo da bala
na lapela da morte



SOBRE O TRADUTOR
Leo Lobos (Santiago de Chile, 1966). Artista multifacetado. Poeta, ensaísta, tradutor e artista visual. Laureado UNESCO-Aschberg de Literatura 2002. Realiza uma residência criativa em CAMAC, Centre d´Art Marnay Art Center en Marnay-sur-Seine, Francia, nos anos de 2002-2003, com apoio do Fundo Internacional para a Cultura e a Fundacão francesa Frank Ténot. Realizou exposições de seus desenhos, pinturas e uma residência criativa, nos anos de 2003 até começo de 2006, no centro de cultura Jardim das Artes, em Cerquilho, SP, Brasil. Publicou, entre outros: Cartas de más abajo (1992), +Poesía (1995), Perdidos en La Habana y otros poemas(1996), Ángeles eléctricos (1997), Camino a Copa de Oro (1998), Turbosílabas. Poesía Reunida 1986-2003 (2003), Un sin nombre (2005), Nieve (2006), Vía Regia (2007), No permitas que el paisaje este triste (2007). Sua obra foi sido traduzida parcialmente ao português, inglês, italiano, árabe, francês e holandês. Suas fotografías, ensaios, desenhos e poemas foram publicados em revistas e antologias no Chile, Argentina, Peru, Brasil, Cuba, Estados Unidos, México, Tunísia, Espanha, Portugal, França, Itália e Alemanha. Como tradutor em língua portuguesa, realizou versões em castelhano de autores como Roberto Piva, Hilda Hilst, Claudio Willer, Tanussi Cardoso, Helena Ortiz, José Castelo entre otros. Seus desenhos, poemas visuais e pinturas fazem parte de coleções, particulares e públicas, no Chile, México, Estados Unidos, Brasil, Espanha e França. Em 2003 recebeu bolsa artística do Fundo Nacional da Cultura e das Artes do Ministerio de Educação do Chile e, em 2008, bolsa de criação para escritores profissionais do Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile. Fez parte da equipe de produção do V Encontro Internacional de poetas CHILEPOESIA, em 2008 e 2009, um dos principais festivais de poesía da América hispânica. Gestor de projetos na Corporación Cultural e Centro Cultural Chimkowe de Peñalolén, nos anos de 2009-2012. Co-editor da coleção de poesía INSTANTE ESTANTE, projeto com curadoria de Sandra Santos, que lançou 17 títulos de poesia na Feira Internacional do Livro de Porto Alegre, Brasil, em 2012.. Participou do V Festival Quebramar de Artes Integradas em Macapá, Brasil, em 2012. Atualmente, é gerente de gestão cultural da Fundação Hoppmann-Hurtado e do Espaço Cultural Taller Siglo XX - Yolanda Hurtado, em Santiago do Chile, cidade onde reside.


26.5.13

Conto de Clarice Lispector - Felicidade Clandestina


Clarice Lispector
Clarice Lispector



Matando baratas com Clarice - histórias de Felicidade Clandestina 


A QUINTA HISTÓRIA

Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é "O Assassinato". E também "Como Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras, porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.

A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas. Assim fiz. Morreram.

A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.

A terceira história que ora se inicia é a das "Estátuas". Começa dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco da comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer em Pompéia. Sei como foi esta última noite, sei da orgia no escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e com tal, tal olhar de censura magoada. Outras - subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! - essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te... Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco, terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: "é que olhei demais para dentro de mim! é que olhei demais para dentro de..." - de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.

A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma população lenta e viva em fila-indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? no vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem adeus, e certa de que qualquer escolha  seria a do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: "Esta casa foi dedetizada".

A quinta história chama-se "Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia". Começa assim: queixei-me de barata

20.5.13

Galeria


arte naif
AUDREY HEPBURN de Eloir Amaro Jr



O artista naïf brasileiro Eloir Amaro Jr e suas incríveis babuszkas


em homenagem às estrelas de Hollywood: AUDREY HEPBURN no filme Bonequinha de Luxo, JULIE ANDREWS no filme Mary Poppins, VIVIAN LEIGH no filme E o Vento Levou, AMY WINEHOUSE, EDITH PIAF, CARMEM MIRANDA






arte naif
JULIE ANDREWS, de Eloir Amaro Jr



arte naif
VIVIAN LEIGH, de Eloir Amaro Jr




arte naif
AMY WINEHOUSE, de Eloir Amaro Jr




arte naif
EDITH PIAF, de Eloir Amaro Jr




arte naif
CARMEM MIRANDA, de Eloir Amaro Jr





visite o blog do artista Eloir Jr





12.5.13

Livros


Iara -sereia
ilustração do livro Uiara


Uiara, uma lenda da Amazônia, na coleção Poemitos, meu primeiro livro infantil


"arapongas dão marteladas
tocam gongo na mata
sinfonia de matracas
vibrando ao som de uma ária
que vem do canto da Iara"

Sandra Santos


Vem de muito longe minha paixão pelo universo indígena e pelos mitos brasileiros. A convivência com os Guarani e Kaigangs deixou histórias dormitando no meu imaginário. O convite da Laís Chaffe para integrar a coleção Poemitos foi a chance de despertá-las.

UIARA e UAKTI não foram escolhidos ao acaso - num formato vira-vira, os dois mitos "conversam" entre si. Tanto eu quanto Alexandre Brito, autor de UAKTI, temos estreita relação com a música. Os dois títulos se unem para resgatar da cosmogonia indígena essas fantásticas lendas relacionadas ao canto e ao sopro. UAKTI fala de um índio com buracos no corpo, como uma flauta orgânica ao sabor do vento. UIARA, ou Iara, traz com ela todo o encanto da floresta Amazônica, do Peixe-boi e da Vitória Régia. UIARA pretende levar o leitor para um mundo de descobertas. E os pequenos exploradores sairão desse mato de mãos dadas, ansiosos por embarcar numa viagem de verdade, para ver in loco as estrepolias do sagui-leãozinho, as plantas carnívoras (de nome droseras) e, quem sabe, ouvir uma ária tão maravilhosa, que só o canto da Iara!
Uiara -  Uma lenda da Amazônia
Sandra Santos


livro: UIARA
autor: Sandra Santos
ilustração: Alexandre Oliveira

editora: Casa Verde









Série PoeMitos da Casa Verde, em mais uma edição da Festinha Cidade Poema - parceria entre o projeto homônimo e a FestiPoa Literária. Dedicada ao público infantil, principalmente crianças do pré-escolar e dos primeiros anos do Ensino Fundamental, a série reúne seis autores, em três livros doisem-um, estilo vira-vira. Os seis primeiros títulos são: Medusa/ Perseu (Laís Chaffe e Ana Mello), Uakti/Uiara (Alexandre Brito e Sandra Santos) e Vênus/Cupido (Christina Dias e Marô Barbieri). Os livros são ilustrados por Alexandre Oliveira e têm planejamento gráfico e capa de Guilherme Smee. Sempre em versos, as duplas de autores criaram livremente a partir de mitos e lendas complementares. Todos em letra bastão, os poemas são apresentados de forma a facilitar a leitura por parte das crianças pequenas, mas também atraem os maiores, apostando no humor e na leveza. A Série PoeMitos integra o projeto Cidade Poema, que programou diversas atividades para outubro e novembro. Durante a Feira do Livro, haverá encontro em parceria com o projeto Leitor de Rua, da escritora Marô Barbieri, das 15h às 16h30min do dia 5 de novembro (sábado); e conversa com os autores, seguida de sessão de autógrafos, dia 6 de novembro (domingo), às 17h, sempre no Cais do Porto. Cada livro dois-em-um tem um total de 24 páginas, formato 20 x 23 cm, miolo em papel couché liso 150g em quatro cores, capa em supremo 300g em quatro cores e com plastificação fosca e verniz localizado.


www.casaverde.com


5.5.13

Codigo Coletivo - Sandra Santos


CÓDIGO COLETIVO - poesia e QR CODE


Exposição Código Coletivo - Poesia capturada no celular


Exposição da artista plástica Sandra Santos no Memorial do Rio Grande do Sul é uma realização da Feira do Livro de Porto Alegre, da Câmara Riograndense do Livro, do Memorial do Rio Grande do Sul, da Secretaria do Rio Grande do Sul e tem ainda o apoio do Projeto Cidade Poema. Foram mais de cem poetas contemporâneos capturados no celular, através da tecnologia QR CODE e colados nos muros das Escolas.

A exposição desde o Castelinho do Alto da Bronze até ganhar o mundo!

Uma experiência poética em QR CODE, tipo de matrix barcode, que reuniu mais de 100 poetas contemporâneos. Cada poema resultou num codigo de barra bidimensional para ser projetado em telões, capturado e lido via celular, pelos visitantes. Os códigos também foram transformados em adesivos e colados em algumas escolas da cidade, assim como transformados em estampas de camisetas e canecas, sorteadas entre as escolas que participaram. O Codigo coletivo também foi apresentado na Sala Museu, do Centro Cultura CEEE Érico Veríssimo, dentro do Evento Literário Porto Poesia, a convite do amigo e escritor Celso Viola. Também ocupou duas salas do Memorial do Rio Grande do Sul, a convite da Feira do Livro de Porto Alegre. Recentemente, fez parte da programação da 6ª Primavera dos Museus, no Museu Nacional de Poesia de Belo Horizonte, a convite da amiga e poeta Regina Melo. A primeira exposição foi em 2011, no Castelinho, e nesta tive a parceria do projeto Cidade Poema, da amiga e poeta Laís Chaffe, para levar os Codigos em forma de adesivos, para colar nos corredores das escolas de Porto Alegre. O Codigo Coletivo também foi apresentado no premiado Projeto Terças Poéticas, do amigo e poeta Wilmar Silva, em Belo Horizonte.

Durante a exposição no Castelinho, várias escolas tiveram a oportunidade de visitar o Castelo, estudar os poetas participantes e concorrer aos brindes confeccionados especialmente para o evento: camisetas, canecas e adesivos com os poemas codificados para colar no próprio espaço escolar e reproduzir a experiência com seus celulares. os alunos que visitaram a exposição CÓDIGO COLETIVO, se divertiram "capturando" os poemas no celular e distribuindo por torpedo aos amigos.


Os poetas participantes:

Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito - Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego -Andreia Laimer - Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl - Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Susanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros -Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valeria Tarelho - Wasil Sacharuk -Wender Montenegro - Wilmar Silva 


Pegue seu celular e também participe dessa experiência: pause o vídeo e  e escaneie um código, a poesia é uma grata surpresa! (CODIGO COLETIVO no youtube: https://youtu.be/NmxeEm_mxQY )




Código Coletivo - Poesia e tecnologia



Poesia capturada no celular - Código Coletivo



Poesia escaneada  QR CODE