9.3.13

Pintura e Poesia


Flora Tristán

Arte e Poesia



O que há de comum em Paul Gauguin e Flora Tristan?

Paul Gauguin era neto da poetisa e revolucionária parisiense Flora Tristán (1803 -1844).
Flora Tristán nasceu em Paris, mas viveu parte de sua inf ância na Espanha, onde teve , desde cedo, contato com o pensamento socialista: Simón Bolívar era um dos frequentava a casa de sua mãe, inclusive circulam especulações de que seria seu pai biológico.
O interesse pela arte e pela Litografia levou Flora a trabalhar no atelier de seu futuro marido, aos 17 anos: um casamento abusivo do qual teve que fugir, levando seus dois filhos, cinco anos mais tarde. A justiça (ou seja, a injustiça da época), entregou a guarda do menino ao seu ex-marido e ela ficou apenas com a filha, Aline, que mais tarde seria a mãe do pintor famoso.
Diante de todas as injustiças sofridas, e do seu pensamento libertário, Flora se consagrou pioneira na luta pela emancipação das mulheres.
O livro Peregrinações de una Pária(1838) é um marco do pensamento feminista francês. Sua novela Méphis (1838) defende o divórcio e o amor livre. A União Obreira (1843) é um programa de organização de uma internacional de trabalhadores.


E quanto a Gauguin? Sua avó não sentiria orgulho algum do "homem" que foi. Salvo seu genial talento artístico, sua vida no Haiti demonstrou um homem violento e abusivo: chegou a manter em cárcere sua parceira nativa, após tê-la flagrado com outro. Mas, incontestável a influência poética de sua famosa avó nestes pequenos versos ensaiados numa carta ao amigo Monfried, onde confessa a ligação íntima de sua arte com a poesia:


aqui a poesia solta-se por si
e basta entregarmo-nos ao sonho
enquanto pintamos para sugerí-la


Paul Gauguin

Mario Vargas Llosa, escritor peruano, faz uma análise da trajetória de  FLora Tristán e o neto Paul Gauguin em sua novela histórica "El Paraíso en la otra esquina".

Para saber mais sobre Flora Tristán, assista este ótimo documentário:



















0 comentários:

Postar um comentário